O mundo realmente abandonou os combustíveis fósseis na geração de eletricidade?
A história mais interessante e, também, mais complexa.
Em 2005, o carvão sozinho respondia por cerca de 40% da eletricidade mundial. Vinte anos depois, sua participação caiu, enquanto as renováveis avançaram até praticamente empatar com ele. Mas isso não significa que ocorreu uma simples substituição de uma tecnologia por outra.
O gás natural permaneceu próximo de um quinto da matriz. A hidreletricidade manteve seu papel estrutural. A energia nuclear perdeu participação relativa, embora sua geração tenha alcançado níveis recordes. E a grande transformação veio de eólica e solar, que deixaram de ser fontes marginais para se tornar componentes centrais do sistema elétrico.
Há ainda uma armadilha importante: perder participação percentual não significa necessariamente gerar menos eletricidade, porque a demanda mundial cresceu fortemente nesses vinte anos.
No artigo, reunimos dados da IEA, IRENA e World Bank/WDI para mostrar como a matriz elétrica mundial mudou entre 2005 e 2025 — e o que essa evolução revela sobre descarbonização, flexibilidade e segurança de suprimento. Baixe para saber mais.
